terça-feira, 28 de julho de 2020

A Educação Tupiniquim

MT | Famílias de adolescentes que agredirem professores será ...


Na década de 50, o jurista e educador brasileiro, Anísio Teixeira, percebeu que das 8 milhões de crianças em idade escolar, apenas 300 mil conseguiam fechar o ciclo educacional. A partir desses dados, em 1961, Teixeira iniciou o planejamento da educação integral no Brasil através da criação de fundos diversos que seriam administrados por civis, eleitos e supervisionados pela comunidade. A ideia de Teixeira era a descentralizando do sistema público de educação no Brasil.
Em 1964, com a entrada dos militares no poder, as ideias de Teixeira foram abandonadas, porém, 30 anos depois, o Ministro da Educação, Paulo Renato, resgatou a ideia de Teixeira com a criação do FUNDEF, atrelando o financiamento público ao número de alunos matriculados na educação fundamental, porém, centralizando as decisões da educação brasileira em Brasília.
Como o insucesso escolar do aluno, ou seja, a repetência, é comprovadamente o maior fator de abandono da escola e como as prefeituras e estados recebiam financiamento por alunos matriculados, a solução mais fácil para o gestores municipais e estaduais para não perderem verbas, foi incentivar a progressão continuada, passando o aluno sem nenhum tipo de preparo, destruindo a qualidade do ensino.
Em 2006, o governo Lula criou o FUNDEB aumentando a abrangência do Estado sobre a educação e consequentemente, o financiamento. Como as regras de repasse se mantiveram, o grande problema da educação pública, que é a baixa qualidade do ensino, se perpetuo.
Todos os estudos independentes mostram que conforme foi aumentando o investimento na educação brasileira nos últimos 30 anos, a qualidade e os resultados vieram caindo de forma drástica, ou seja, a solução não é e nunca foi mais dinheiro.
Hoje em dia, 60% dos funcionários da educação pública estão fora da escola, na burocracia, gerenciando 176 bilhões de reais.
Os professores, os alunos e o país são vítimas desse sistema falido e os vencedores são os administradores desses bilhões e os corruptos que aproveitaram para criar diversos produtos que atendessem demandas sem importância para a formação das crianças.
Mas o que a sociedade acha de tudo isso? Nos últimos 10 anos de pesquisas realizadas aqui pelo Instituto IBESPE, em nenhum deles o tema Educação ficou entre as 5 prioridades nas cidades para os entrevistados e sempre que o tema educação é citado com necessidade de melhoria, o tema qualidade no ensino, fica sempre em último lugar.
Bolsonaro tentará capitalizar a constitucionalização do FUNDEB para as eleições de 2022, aumentando o número de escolas cívico-militares, uma de suas promessas de campanha e o resultado é bem previsível!
A soma de uma educação vergonhosa com uma Constituição totalmente falida, manterá o estamento burocrático vivendo às custas do Governo, professores com baixos salários e alunos cada vez mais ignorantes e despreparados.
O grande brasileiro, Anísio Teixeira, foi preso e morto pelo Regime Militar em 1971 e a social democracia e o positivismo conseguirão perpetuar a educação vergonhosa do jeito que temos hoje.

sábado, 18 de julho de 2020

A "Idiocracia" brasileira

Felipe Neto, no New York Times: “Bolsonaro é o pior presidente do ...


A derrota por 7 a 1 na Copa de 2014, em pleno solo brasileiro, foi mais do que um simples momento vergonhoso do futebol nacional. O resultado evidenciou que há muitos anos a Seleção Canarinho deixara de ser uma grande força mundial, apesar da mídia e da opinião pública brasileira insistirem nessa tese.
Nos últimos 30 anos, a cegueira nacional não atingiu apenas o esporte. Nas artes, na cultura, na imprensa e principalmente na academia, a exaltação à mediocridade transformou o Brasil em uma sociedade imbecilizada, que odeia o conhecimento, que maltrata a língua portuguesa, que despreza a meritocracia, que destrói as universidades públicas e que ridiculariza aqueles que buscam pelo aperfeiçoamento pessoal.
Um bom exemplo disso foi a repercussão positiva dada pela mídia e por personalidades brasileiras à entrevista concedida pelo youtuber Felipe Neto ao jornal New York Times.
A desonestidade intelectual dessas pessoas que aplaudiram o youtuber deixou muito claro que mais importante do que a qualidade do interlocutor e a veracidade de suas opiniões, é a imposição do projeto de poder progressista no Brasil e no mundo.
Felipe Neto precisa ter consciência de que ele é apenas uma peça do jogo tramado pela esquerda e o estamento burocrático para voltar ao poder e que após usarem a sua influência sobre os seus 30 milhões de seguidores, quase na totalidade jovens, será jogado ao ostracismo como fizeram com Leon Trotsky em 1940.
O grande problema é que a esquerda brasileira de hoje é fruto dessa sociedade imbecilizada, que faz com que ela seja incapaz de perceber que atualmente os jovens de 16 a 24 anos representam menos de 10% do eleitorado brasileiro e a cada ano, representarão uma fatia cada vez menor dos eleitores, sem contar que ao crescerem e ir aumentando a sua responsabilidade com a vida, a tendência de abandonar sonhos revolucionários aumentará proporcionalmente.
Acreditar que Felipe Neto será a virada de chave na política nacional é pura burrice, ovacionar seus ataques ao Brasil em um dos jornais mais importantes do mundo, deveria ser crime de lesa pátria!

domingo, 12 de julho de 2020

O Liberalismo pós MBL

Bizarro, MBL informa que primeira dama teve “contato direto” com ...

Desde o início da República e principalmente a partir da promulgação da Constituição de 1988, o Brasil vem sendo forjado para ser um país com social-democrata.
Esse ciclo histórico e vicioso criou e vem educando a população a se portar de forma acomodada, a ponto de aceitar pagar altos impostos para o governo em troca de péssimos serviços, enquanto o estamento burocrático e os políticos, aqueles que teoricamente deveriam administrar de forma eficiente os recursos, vivem com incontáveis privilégios.
O país chegou ao chamado limite contributivo, ou seja, a população não tem mais capacidade financeiramente para pagar pelos impostos e o Estado, por outro lado, tenta manter suas benesses.
Por causa dessa realidade, há muito tempo temos a necessidade de um sopro liberal, com a redução do tamanho do Estado, da sua interferência na vida das pessoas e assim, trabalhar com mais eficiência, apenas onde ele, o Estado, é imprescindível.
O Movimentando Brasil Livre, o MBL, surgiu em um momento em que todos pediam por isso e unido com outros tantos movimentos e a participação voluntária de muitas pessoas que acreditaram em sua lisura, capitanearam as manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Toda essa representatividade resultou em reconhecimento político, elegendo alguns de seus protagonistas para cargos importantes, o que trazia maior esperança pela busca do objeto fim: mais liberdade econômica e individual para os brasileiros.
A ambição, a soberba e a desonestidade intelectual típicas de alguns movimentos sociais e alguns políticos transformaram o MBL em apenas mais um grupo que segue para um fim trágico.
O liberalismo praticado pelo MBL é bem diferente daquele em que muitos brasileiros como eu um dia acreditaram e acreditar que a solução para os males causados por esse grupo a uma linha de pensamento, é aceitar que o Estado deve ad aeternum comandar a sua vida.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Decotelli e a educação brasileira

Decotelli atualiza currículo com cargo de ministro da Educação | VEJA


Após a misteriosa exoneração do Ministro Abraham Weintraub, Bolsonaro iniciou a busca por um nome para ocupar a vaga de Ministro da Educação. O Presidente parece sempre usar a mesma tática: deixa vazar nomes para a grande mídia e assim, ir sentindo a temperatura da opinião pública, até tomar sua decisão.
Nesse caso específico, o Presidente tinha alguns cuidados a serem tomados. Bolsonaro deveria achar um nome que agradasse os eleitores conservadores que tinham muito respeito pelo ex-ministro Weintraub e sua guerra ideológica dentro do MEC que tem hoje mais de 300 mil funcionários, sendo 100 mil colocados nos governos petistas. O Presidente deveria descobrir alguém com capacidade técnica comprovada e que tivesse um perfil menos tempestivo que o ex-ministro para assim, tentar avançar a sua agenda conservadora na educação, em uma velocidade mais palatável.
Seguindo esses passos, Bolsonaro nomeou em 25 de junho, Carlos Alberto Decotelli.
Em apenas 5 dias, Decotelli foi exonerado de forma vexaminosa, para ele e para o país. O currículo apresentado por Decotelli para se mostrar apto a assumir o cargo, constavam mais do que inconsistências. O ex-ministro cometeu crime de falsidade ideológica, de acordo com o artigo 299 do código penal, após adulterar documento privado para obter algum tipo de vantagem. Ele afirmou em seu currículo de forma mentirosa ter sido professor titular da Faculdade Getúlio Vargas, ter doutorado na Universidade de Rosário da Argentina e pós-doutorado na Universidade de Wüppertal da Alemanha.
Quando todos achavam que Decotelli havia chegado ao fundo do poço, ele conseguiu afundar ainda mais! Este senhor tentou culpar a mídia e a sociedade pelo seu crime, ao insinuar de forma subliminar que foi vítima por causa da cor da sua pele.
Tentar culpabilizar o Presidente e o Governo pela nomeação do ex-ministro não é correto! Tanto eles, como a sociedade foram vítimas de um crime cometido por alguém que conhece a triste realidade brasileira de valorizar posses, títulos e diplomas, deixando sempre em segundo plano o conhecimento, a cultura e os valores morais.
O Estado sabe que a maioria dos brasileiros veem a escola em nível fundamental e médio como um local onde possam deixar seus filhos de forma segura, com uniformes e alimentos, colocando em segundo plano a qualidade do ensino. De acordo com as pesquisas aqui do Instituto IBESPE, os eleitores pedem cada vez mais por escolas em tempo integral, não para terem filhos mais capazes para encarar uma vida profissional, mas para terem mais tempo para se dedicar ao trabalho ou outros afazeres.
Já no ensino superior, o Estado sabe que o brasileiro valoriza o diploma, como se isso fosse um passaporte para o sucesso profissional e por isso criou programas como o PROUNI e hoje temos 6 vezes mais matrículas anuais do que há 40 anos atrás, resultando em muita gente com diploma, porém, sem a mínima qualificação.
Decotelli foi jogado na lata do lixo da história e se você se preocupa com a educação do Brasil saiba que ela não melhorará enquanto os pais terceirizarem essa função ao Estado.

sábado, 27 de junho de 2020

Os Donos do Poder

Os Donos do Poder”: a impressionante obra de Raymundo Faoro ...


No dia 28 de maio, um dia após a Polícia Federal invadir as casas de apoiadores e escritórios de jornalistas conservadores, Bolsonaro desabafou de forma dura para todos os presentes no cercadinho do Palácio do Alvorada deixando claro que não aceitaria mais interferências excepcionais do Congresso Nacional e do Judiciário.
Porém, nos últimos 30 dias vemos um avanço dos ataques do Legislativo, do Judiciário e da Grande Mídia contra a pessoa de Bolsonaro, aos seus apoiadores e ao Governo.
Após 15 dias, a apoiadora Sara Winter foi presa, ficando retida por duas semanas e agora solta, é monitorada por tornozeleira eletrônica. Essas ações totalmente ilegais foram realizadas a partir de um processo obscuro e inconstitucional do STF.
No dia 16 de junho o Judiciário aumentou o ataque, enviando a Polícia Federal para a realização de novas buscas contra jornalistas, empresários e congressistas alinhados ao Presidente com pretexto indefinido, afinal de contas, a falta de informações sobre a operação e a dificuldade de acesso dos advogados de defesa e dos acusados ao processo chamaram a atenção.
Dois dias após, Bolsonaro foi obrigado a demitir o Ministro Abraham Weintraub, da ala ideológica do governo, de forma misteriosa e o Presidente, após essa data, estranhamente se recolheu, deixando até mesmo de fazer o bate-papo matinal com seus apoiadores no tal cercadinho.   
Bolsonaro, em silêncio e evitando confrontos, parece ter focado os seus esforços na aprovação do Marco Legal do Saneamento Básico que gerará muitos recursos e empregos diretos e indiretos na construção civil e também nas grandes obras de infraestrutura, comandadas pelo Ministro Tarcísio Gomes e tocadas pelo Exército Brasileiro, lembrando muito os governos positivistas do Regime Militar.
Se a intenção do Presidente é focar na recuperação econômica do país, evitando desgastes para tentar chegar ileso e forte nas eleições de 2022, ele está totalmente enganado! A prisão de mais um jornalista bolsonarista no dia 26 de junho deixa claro que os verdadeiros “Donos do Poder”, os patrimonialistas que vivem em função do Estado, o estamento burocrático, não sossegarão enquanto não o derrubar, mesmo que seja de forma ilegal.
Bolsonaro precisa entender, as “Raízes do Brasil”, pois apesar do nosso país ser formado prioritariamente por conservadores, falta à eles organização, lideranças, influência, cultura, literatura e ocupação de espaços, ou seja, a Direita chegou ao poder, sem antes ter realizado a Revolução Cultural com a ocupação de espaços realizadas pela esquerda nos últimos 50 anos.

domingo, 21 de junho de 2020

A Revolução Brasileira de 2020

A Revolução Brasileira - Rodrigo Müller Do Valle - Medium


Na eleição de 2018, dos 147 milhões de eleitores aptos a votar, Bolsonaro obteve mais de 49 milhões de votos no 1º turno, ou seja, 33,5% do total de brasileiros escolheram Bolsonaro entre 13 candidatos, sendo um deles, Fernando Haddad, candidato do partido que ficou quase 15 anos no poder e tinha toda a máquina à sua disposição e Geraldo Alckmin que reuniu todos os maiores partidos ao seu lado.
Os eleitores votaram em Jair Bolsonaro por causa de suas bandeiras conservadoras, tais como defender a família, a propriedade privada, a religião, o patriotismo e também, por não pesar contra ele acusações de corrupção em meio a tantos escândalos revelados pela operação Lava Jato.
No 2º turno, somaram-se aos 49 milhões de eleitores convictos de Bolsonaro, mais 8,5 milhões de eleitores que preferiram buscar o novo, já que Haddad representava a continuidade da tal “velha política”, passando de 33,5% para 39,2% dos eleitores totais.
Desde a sua posse, Bolsonaro vem enfrentando grandes dificuldades para governar o país, tendo suas pautas barradas ora no Congresso Nacional, ora no Judiciário. E é importante ressaltar que boa parte desses obstáculos foram criados pelo próprio Presidente que parece se alimentar do confronto e acabou trocando o tal presidencialismo de coalisão, responsável por boa parte dos problemas do país, pelo presidencialismo de colisão.
Porém, de alguns meses pra cá, percebemos que o Judiciário, com o apoio de boa parte do Congresso Nacional e da grande mídia resolveram esticar a corda ao máximo, dando a impressão que desejariam ver uma atitude desesperada de Bolsonaro para se manter no poder e assim provar de vez para a sociedade que o desejo dele sempre foi implantar uma ditadura militar no Brasil.
Para entender se essa narrativa tem repercussão entre os eleitores brasileiros, o IBESPE realizou pesquisa nacional com 1 mil entrevistas com pessoas acima de 16 anos e os resultados são interessantes: 40,4% acreditam que Bolsonaro tem intenção de implantar uma ditadura no Brasil contra 51,2% que não acreditam nessa possibilidade e 8,5% não souberam responder.
Como Bolsonaro deixou claro que não daria o primeiro ponta pé para um conflito entre as instituições, parece que todos resolveram aumentar o tom contra o Presidente.
O STF, a partir de um processo inconstitucional, prendeu arbitrariamente apoiadores de Bolsonaro, iniciou investigação de deputados aliados e fechou meios de comunicação, cerceando a liberdade de imprensa, deixando clara a vontade de buscar provas para tentar incriminar Jair Bolsonaro.
Após o encaminhamento desse processo para o TSE ficou ainda mais clara a intenção de cassar a chapa Bolsonaro e Mourão antes do final do ano e, da forma que as coisas estão se conduzindo, creio que Bolsonaro será sim, cassado, mesmo sem provas cabais de algum crime eleitoral.
De acordo com os últimos levantamentos, a aprovação do atual governo, após 18 meses de mandato e sob toda essa pressão fica em torno de 33%, ou seja, o mesmo percentual de votos convictos obtidos no 1º turno das eleições de 2018, o que demonstra que Bolsonaro mantem intactos seus eleitores que cada vez mais estão dispostos a lutar pelo Presidente.
A história não muda o seu enredo, muda apenas os personagens e da forma que tudo está se encaminhando, prevejo um desfecho trágico e violento para o país.
Se hoje em dia os apoiadores de Bolsonaro saem às ruas sem motivos específicos, o tamanho e a temperatura dos protestos em Brasília terão ares revolucionários.
As Forças Armadas se sentirão obrigadas a entrarem em campo e a sua reação em busca da ordem, certamente atingirá Ministros do STF que têm fortes acusações em suas vidas pregressas e durante o mandato na corte e também contra Deputados e Senadores que têm processos parados à espera da devida punição.
Se a eleição de Bolsonaro foi um duro golpe contra o sistema político do Brasil, a reação a cassação do seu mandato poderá ser o golpe final.

terça-feira, 16 de junho de 2020

O "Supremismo"

Alexandre de Moraes montou “seu próprio aparato de inteligência e ...


Nos últimos meses estamos acompanhando intervenções rotineiras do Judiciário sobre o Governo de Jair Bolsonaro.
Por ser em esfera federal, esses atos extraordinários do judiciário têm maior repercussão, porém, desde a promulgação da Constituição de 1988, todos os Estados e Municípios vêm sofrendo com intervenções absurdas e arbitrárias do judiciário com pouquíssimas possibilidades de argumentação.
Do cancelamento de projetos que poderiam resultar em mais recursos e empregos para as municipalidades, até a obrigação de entregar medicamentos excêntricos sem respeitar os limites orçamentários, os Ministérios Públicos, vêm “governando” as cidades sem a anuência dos eleitores.
O Instituto IBESPE, preocupado com essa situação realizou pesquisa com 600 gestores públicos brasileiros – Prefeitos e Secretários Municipais – e o resultado é alarmante! 51% deles afirmam que o judiciário invade totalmente a competência do executivo municipal; 27% dizem que o judiciário invade parcialmente; 14% não quiseram responder e apenas 8% afirmaram que não há invasão do judiciário nas competências do executivo.
Poucos são os Promotores Públicos que reconhecem a sua incapacidade de conhecer todos os assuntos da gestão pública e não há uma linha sequer na Constituição Federal que autorize essa invasão nos outros poderes, porém, o que vemos é o apoio ignorante da população, os aplausos da grande mídia e a postura acovardada dos poderes Executivos e Legislativos Federal, Estaduais e Municipais para colocar fim a essa situação para tentarmos, enfim, convivermos em uma república.
A Constituição de 88 deu maiores poderes às instituições judiciárias do Brasil, o que é louvável se esquecendo, porém, de que elas são formadas por pessoas que têm ideologias, interesses políticos e financeiros e fica cada vez mais claro que as intervenções do judiciário são baseadas em percepções pessoais e políticas e não técnicas e republicanas.
Vivemos em pelo “Supremismo”, ou seja, vivemos em uma ditadura do Supremo Tribunal Federal e do judiciário politizado. Os exemplos são muitos, tais como a decisão do Ministro Alexandre de Moraes do STF que barrou rapidamente a nomeação totalmente legal do Delegado Alexandre Ramagem para Diretoria-Geral da Polícia Federal e em compensação, não emitiu nenhum tipo de comentário contra a nomeação do Deputado Fabio Faria para o Ministério das Comunicações, mesmo pesando contra ele a suspeita de ser um dos citados na Operação Lava-Jato.
O Congresso Nacional precisa urgentemente reformar a estrutura judiciária do Brasil! A forma de escolha e a vitaliciedade do cargo no STF, por exemplo, causa danos a sociedade.
O ex-ministro José Dirceu expôs de forma clara como e porque os Ministros do STF foram escolhidos durante os governos do PT. Todos tinham visão ideológica progressista e se comprometeram a defender as bandeiras da esquerda brasileira, mesmo estando em um país majoritariamente conservador. Pra você ter uma ideia de como o processo foi e é tão antirrepublicano, Dirceu fala hoje abertamente que o Ministro Fux, buscando o apoio do PT e dos políticos para ser escolhido para o STF, se comprometeu em livrar todos os envolvidos no processo do Mensalão caso fosse nomeado no STF.
O Executivo e o Legislativo precisam exigir logo a independência e a devida harmonia entre os poderes para realmente vivermos em uma democracia, pois dá forma que está, com um judiciário protagonista e exposto nas redes sociais, a população tentará impor esses limites da pior forma possível.

terça-feira, 9 de junho de 2020

O "Novo Fascismo do Brasil"

Antifa (Estados Unidos) – Wikipédia, a enciclopédia livre


Após o assassinato de George Floyd, um senhor negro dos EUA, pelo policial branco Derek Chauvin, uma onda de protestos violentos se iniciou naquele país. Uma parte dos manifestantes realmente se importavam pelas vidas dos negros, mesmo as estatísticas daquele país provando que a violência de negros contra negros ser muito maior do que a violência de brancos contra negros. Outra boa parte dos manifestantes, apesar de também afirmarem se importar com a vida dos negros dos EUA, não se importaram em roubar e depredar carros, casas e lojas de outros negros, muito menos em assassinar David Dorn, um policial aposentado negro de 77 anos, que tentava impedir mais um assalto. Enfim, a vida dos negros importa, mas nem tanto...
Essas manifestações, com ares de revolução, se espalharam por todo mundo com o hasteamento da bandeira do Antifascismo.
Toda revolução precisa de soldados e dinheiro e esses movimentos revolucionários têm semelhanças históricas. Alguns poucos engravatados com interesses políticos e financeiros sempre usam jovens socialmente vulneráveis e sem nenhum tipo de conhecimento histórico.
Os tais Antifas usam camisetas pretas, o mesmo traje usado pelos defensores de Benito Mussolini, o maior fascista da história e a sua ideologia está atrelada ao regime comunista, movimento que matou mais de 100 milhões de pessoas na história mundial e ainda mata em alguns países, tais como a China.
A falta de conhecimento histórico dos tais revolucionários é tão grande a ponto de vandalizar a estátua de Winston Churchill, que deu sangue, suor e lágrimas, para acabar com os regimes fascista e nazista na década de 40, proporcionando assim, liberdade para que os jovens de hoje, sem cultura e sem literatura, possam colocar suas angústias pra fora em plena praça pública.
Como era de se esperar, todo esse quadro revolucionário chegou ao Brasil e o corpo de Floyd acabou servindo como palanque para que a esquerda voltasse às ruas se apropriando da bandeira racista, se unindo com movimentos antifascitas e torcidas uniformizadas para lutar contra um tal “Novo Fascismo Brasileiro”.
Esse tal “Novo Fascismo Brasileiro” parece realmente ameaçar a democracia brasileira, sendo capaz até de unir políticos que se intitulam conservadores e liberais tais como Kim Kataguiri e Joyce Hasselmann com políticos de esquerda, tais como Tábata Amaral e Marcelo Freixo, todos com o mesmo objetivo: fazer oposição a ameaça fascista do atual governo.
Mais do que ameaçar a democracia, o tal “Novo Fascismo Brasileiro” parece ameaçar a vida dos brasileiros!
De acordo com as palavras do STF, Celso de Mello, o governo de Jair Bolsonaro tem muitas semelhanças com o governo da Alemanha Nazista de Hitler e como todo governo autoritário é genocida, parece que Gilmar Mendes, outro Ministro do STF, também está preocupado com o tal “Novo Fascismo Brasileiro”, ameaçando enquadrar o Presidente da República por genocídio, devido a mudança na exposição dos dados do COVID-19.
Nas universidades o tema do “Novo Fascismo Brasileiro” vem sendo tema de discussões e seminários e todas essas manifestações têm comprovação e amplificação da grande imprensa brasileira, dando assim, cada vez mais credibilidade a esse novo conceito.
Tudo isso coloca o povo brasileiro diante de um dilema: Seria Jair Bolsonaro, o Presidente da República mais criminoso da história brasileira, que busca de todas as formas acabar com a imprensa livre, que pretende matar pessoas de forma indiscriminada, levar o país para o caos sanitário e econômico, destruir a democracia e implantar uma ditadura no Brasil?
Pelo prisma dos velhos e novos opositores, sim! Pelos Antifas e o STF, também! Porém, para cerca de 30% que aprovam o governo (de acordo com as pesquisas mais atualizadas), não!
Não podemos esperar o julgamento perfeito da história, pois ela é e sempre será escrita por historiadores, que mesmo sendo honestos, têm suas crenças e ideologias.
Existem historiadores que elogiam o grande crescimento econômico brasileiro durante o Regime Militar, sem citar, porém, as mais de 700 empresas públicas criadas (uma delas de calcinhas!), resultando no inchaço da máquina pública, sem contar o abandono das universidades à mercê da ideologização dos jovens.
Outros historiadores dirão que José Sarney era muito intelectualizado e merecedor da cadeira ocupada na ABL (Associação Brasileira de Letras). Outros dirão que Collor de Mello roubou apenas um Fiat Elba! Outros escreverão que FHC não comprou o Congresso para aprovar a Emenda Constitucional da reeleição e ainda o chamarão de maior democrata nacional, mesmo tendo aberto a Embaixada da Coréia do Norte, ditadura genocida, no Brasil! Outros tentarão te convencer que Lula é um injustiçado, apesar de ter apelado e perdido em todas as instâncias e já somar quase 30 anos de cadeia. Haverá também aqueles que afirmarão que Dilma Rousseff, apesar de ter dificuldades intelectuais extremas, era uma grande gestora.
Enfim, em alguns anos teremos narrativas a favor e contra o período de Bolsonaro no Governo, o que é natural e honesto, mas querer comparar o Brasil de 2020 com a Itália e a Alemanha dos anos 30 é um exagero sem limites.