segunda-feira, 13 de maio de 2019

Os limites das Redes Sociais

Resultado de imagem para redes sociaisAs redes sociais foram criadas para conectar pessoas próximas ou conhecidas para aos poucos, irem aumentando seu círculo de amizade e relacionamentos.

Elas funcionariam como uma grande festa de casamento onde as pessoas se encontrariam e contariam suas últimas experiências, mostrariam fotos de suas viagens, seus pratos prediletos, um certo exibicionismo particular e para alguns, interessante.
Naturalmente, elas começaram a serem usadas de forma comercial, onde as pessoas puderam demonstrar seus produtos e serviços e assim, gerar riqueza.
Os políticos aproveitaram essa tendência e começaram a se expor ainda mais.
Elas mudaram a forma de se fazer política no Brasil e no mundo, mas me parece que os políticos ainda não perceberam a necessidade de um certo limite de exposição.
Do vereador da menor cidade brasileira até o Presidente da República, a grande maioria tem redes sociais e delas fazem uso quase que diário.
Alguns contrataram serviços profissionais para melhorar ainda mais a sua atuação nas redes, o que é louvável.
Por outro lado, a maioria, esqueceu da importância de assessores de imprensa, jornalistas, mediadores, gestores de crise e técnicos que com sua racionalidade, poderiam evitar problemas para o seu cliente.
Diferente de outros países, aqui no Brasil, há um número ainda maior de políticos e autoridades postando nas redes.
Vice-Presidente, Generais do Exército, Ministros do STF, Promotores de Justiça, Juízes Federais, et caverna, todos querem dar sua opinião, escrever uma frase de efeito e o pior de tudo, como se diz no jargão moderno, querem lacrar nas redes.
Chegamos ao cúmulo de burocratas, servidores concursados, buscarem por 3 minutos de fama, que é o tempo médio indicado pelos especialistas para que um vídeo seja visto.
Ao invés de buscarem soluções técnicas para problemas reais, resolvem se expor nas redes de forma coloquial falando de todos assuntos.
Qual seria o interesse desses profissionais? O Brasil ou o impulsionamento de sua carreira para as atividades privadas?
É bom que se diga que não há nada de ilegal nessa ação, porém, o risco de cometer algum deslize e soltar uma informação que possa a vir mexer com o mercado e as pessoas, é grande.
Creio que os políticos e autoridades não perceberam que existem graus de responsabilidade para trafegar nesse meio.
Um caminhoneiro reclamando do preço do combustível terá pouca repercussão e será visto como algo normal. Porém, o Presidente da República tocando nesse mesmo assunto poderá causar um estrago que os brasileiros acabaram arcando com as consequências.
Hoje em dia, discussões paralelas e sem importância, tal como o caso da medição de forças entre Olavistas e Militares estão causando grandes estragos na economia e na política do país.
A mídia, que poderia colaborar para uma discussão um pouco mais elevada, se ocupa em dissecar as farpas trocadas pelas redes tornando isso um assunto ainda mais relevante.
Os leitores da Folha de São Paulo, formado por pessoas de maior grau de instrução e renda, não suportam mais esse tipo de assunto e isso foi tratado pelo ombudsman na edição de 12 de maio de 2019 que afirmou que continuará dando espaço para esse tema.
Se o interesse da Folha de São Paulo é a busca por cliques, está no caminho certo! Porém, se esse órgão de imprensa deseja atender seus leitores e o país, deveria se ocupar em assuntos mais importantes do que esse.
Em um país onde 13 milhões de pessoas estão desempregadas, com mais de 60 mil homicídios por ano e quase a metade da população sem saneamento básico ser administrado e discutido através das redes sociais chega a ser ridículo.
A história mostra que as grandes decisões foram tomadas entre quatro paredes (Gabinete de Guerra de Winston Churchill, na 2ª Guerra Mundial); que os grandes estrategistas não expunham suas intenções aos adversários (Arte da Guerra, Sun Tzu) e que o sábio ouve mais do que fala.
Me parece que os políticos e as autoridades brasileiras pensam bem diferente do que a história nos mostra e o custo para o país e para eles virá mais rápido do que se pensa.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Populismo, o maior inimigo da democracia

Resultado de imagem para populistaPopulismo foi um movimento criado para fazer frente ao pensamento burguês e que se ligaria diretamente ao sentimento da população.
Pensar em projetos e políticas que vão de encontro aos anseios da população é sempre benéfico, mas o desprezo ao planejamento e a previsibilidade das instituições faz com que governos populistas prejudiquem o futuro de uma cidade, Estado ou Nação.
O Brasil e a América Latina vêm experimentando por muitos anos esse tipo de administração que iniciam e permanecem por algum tempo com avaliações de governo exorbitantes e depois, assistem de camarote o governo sucessório tentando, sob vaias, consertar os desmandos do governo passado.
Governos populistas governam pensando nas próximas eleições e o saudosismo dos governos populistas faz com que eleitores sempre os coloquem em vantagem nas próximas eleições.
Kichner na Argentina, Chavez na Venezuela e Lula no Brasil são apenas alguns exemplos recentes de governos populistas que passaram e ainda passam para alguns a falsa impressão de terem sido bons para o país.
Na verdade, além de prejudicar as finanças, fizeram algo ainda pior: condicionaram pavlovianamente a população de seus países a acharem que o governo pode tudo.
Importante lembrar que todos eles foram eleitos através de eleições democráticas onde a população exerceu a sua soberania através do voto e, por outro lado, foram contestados em algum momento através da liberdade de expressão, outro pilar da democracia.
Esse descompasso prejudica a imagem da democracia como sistema de governo!
Notamos, através de pesquisas, que existe certo descontentamento com a democracia brasileira e da América Latina.
Esse descontentamento provém da percepção de que mais liberdade de opinião e eleições diretas para todos os cargos, não foram capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas.
O problema não reside na democracia, mas sim no populismo que traz uma sensação rápida de bem-estar, deixando um legado negativo logo a frente.
Quem não se lembra das capas da revista inglesa The Economist em 2009 (Lula) e 2013 (Dilma), onde na primeira o Cristo Redentor decolava e na segunda o Cristo caía?
O populismo é ilógico, mas tem método!
Um exemplo recente da sua capacidade de destruição foi a revolta dos caminhoneiros de 2018.
Ela foi gestada a partir da atitude populista dos governos Lula e Dilma que disponibilizaram financiamento barato para essa classe e que nos anos seguintes acabariam sofrendo pela implacabilidade da lei da oferta e da procura pois, com mais caminhões do que carga, os fretes ficaram mais baratos.
Na dificuldade de pagar seus financiamentos e o combustível, paralisaram o país, causando desabastecimento e queda do PIB.
Os governos posteriores erraram novamente, tomando também atitudes populistas, tais como o tabelamento do frete.
O resultado já era esperado! O encarecimento do valor do frete rodoviário, fez com que as empresas buscassem outras soluções para escoar seus produtos (cabotagem e ferroviário) e os caminhoneiros voltam a pensar em parar o país.
Desconfiar da democracia pelo mau exercício dos políticos no mandato pode ter um custo muito alto no futuro!
Pensar que populismo só existe em governos democraticamente eleitos é um outro erro, afinal, até hoje sofremos pelo populismo da ditadura Vargas.
Analisando a sociedade como um todo notamos que o populismo não é de direita, centro ou esquerda e não são só os governos que são populistas! Pais de família também tomam decisões “populistas” atendendo todos os anseios dos filhos e acabam por educar de forma errada para o futuro.
A diferença é que nas famílias não existem “pais sucessores” e a conta acaba sempre estourando para os pais do presente em um futuro próximo.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Provocações Previdenciárias

Resultado de imagem para reforma da previdenciaEm 1889, o chanceler alemão Otton Von Bismarck criou o primeiro sistema nacional de seguridade, mais conhecido como aposentadoria. Ele era destinado para trabalhadores acima de 70 anos do comércio, indústria e agricultura que não tinham mais força física para trabalhar.
Dois pontos a se destacar: Nessa época, os trabalhos exigiam muito mais do físico do que da intelectualidade das pessoas e, a expectativa de vida na Alemanha era um pouco acima de 50 anos de idade, ou seja, quem tivesse força e sorte de chegar aos 70 anos, descansaria sob os auspícios do governo.
No Brasil a institucionalização da aposentadoria iniciou em 1923 e até hoje perdura o mesmo molde de repartição onde muitos contribuem para poucos receberem.
Com a redução da taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida, esse sistema se tornou insustentável no Brasil e no mundo, lembrando o sistema de pirâmide financeira, como o criado por Charles Ponzi, onde os que estão na base da pirâmide, jamais chegarão a ponta dela.
Outro ponto que deteriora o sistema de repartição adotado no Brasil é o alto valor de algumas aposentadorias, principalmente as dos servidores públicos, distorcendo totalmente a função inicial desse sistema de seguridade social, pois seguridade social, como o próprio nome revela, é para dar segurança e dignidade à sociedade e não para privilegiar certas castas.
Em meio a tanta discussão em torno desse tema, chamo a atenção para um detalhe: tal qual a escalação da Seleção Brasileira de Futebol, todos os brasileiros têm o seu modelo de previdência. Pensando no Brasil e na totalidade de seu povo? Penso que não!
Entendo que essa discussão nacional está sendo reveladora do quanto o brasileiro é mesquinho e egoísta, mostrando que o Bom Selvagem são os outros e que nós somos apenas selvagens financeiros.
A individualização da previdência entre pessoas e classes profissionais são injustificáveis, apesar da defesa veemente dos políticos e da mídia.
Vamos a algumas delas:
1.Os professores obtiveram diferenciação de suas aposentadorias no período dos governos militares que buscavam apoio dessa classe tão importante para a formação da opinião dos estudantes.
Isso perdura até hoje sob a justificativa de se tratar de um tipo de trabalho sujeito a muita pressão física e psicológica. Quando comparamos o trabalho dos professores de ensino fundamental de uma escola particular da zona nobre de São Paulo com os dos profissionais médicos e de enfermagem de uma Unidade de Pronto Atendimento da mesma cidade notamos que isso é injustificável!
2.As mulheres têm maior expectativa de vida e aposentam antes do que os homens sob a justificativa, até de feministas ferrenhas, de que exercem jornada dupla (trabalho-casa). O que dizer das mulheres solteiras que vivem a vida toda na casa dos pais? E o pai solteiro que trabalha e cuida da casa e dos filhos?
Pois é! A discussão da previdência deve ser igualitária e justa e eu tenho a minha fórmula que conta apenas com 2 artigos:
1.Cada pessoa que faça a sua poupança!
É provado por estudos que as pessoas pensam no presente e em suas conquistas imediatas relegando o seu futuro (present bias). Mesmo as pessoas mais pobres acabam realizando algum tipo de consumo imediato não se preocupando com sua velhice.
Estudos comparativos entre os esportes coletivos e individuais mostram que o empenho (físico e/ou psicológico) do esportista individual é maior do que a média do empenho dos atletas do esporte coletivo.
Com um Estado menor e mais barato, as pessoas teriam condições de melhorar suas economias para lhes dar algum tipo de segurança financeira na velhice.
2.Trabalhar não mata!
Um fenômeno brasileiro me chama a atenção. Trabalhadores em início de carreira contam nos dedos o tempo que resta para sua aposentadoria.
Trabalhar não mata e vemos cada vez mais pessoas acima dos 60 anos trabalhando com tanto vigor e qualidade!
Me chama a atenção a falta de confiança da população na classe política e no governo, mesmo assim, ela não se exime em colocar o seu futuro e sua velhice nas mãos deles!
Enfim, o brasileiro é egoísta para lutar pelos seus “direitos” e “generoso” ao delegar suas obrigações.


terça-feira, 23 de abril de 2019

Menos municípios, mais Brasil.


Serra da Saudade - MG

Em 1950, o Brasil possuía 1.890 municípios. Vinte anos depois, esse número pulou para 3.959, um aumento de quase 110%.
Para se ter uma ideia, de 1970 até hoje (2019) o número de municípios aumentou pouco mais de 40%.
Atualmente o Brasil possui 5.570 municípios e com ele 5.570 prefeitos, 5.570 vice-prefeitos e mais de 58 mil vereadores.
Temos uma população de 209 milhões de habitantes, ou seja, temos em média 37.522 habitantes por município.
Chegamos ao absurdo de ter uma cidade com 786 habitantes, Serra da Saudade no Estado de Minas Gerais, onde 26% da população trabalha no Poder Público, que possui 10 secretarias e Câmara Municipal com 9 vereadores.
22,1% das cidades do Brasil possuem menos de 5 mil habitantes e 94,4% das cidades possuem população menor que 100 mil habitantes.
Como efeito comparativo, os Estados Unidos têm 3.141 cidades para uma população de 327 milhões de habitantes, ou seja, média de 104.107 habitantes por cidade, média 3 vezes maior do que a média brasileira.
Se tomarmos essa grande potência mundial como exemplo, poderíamos transformar os 5.570 em 1.857 municípios, fundido 3 municípios em 1, voltando ao patamar de 1950.
O movimento de emancipação de um distrito para município tem mais causas emocionais do que racionais, porém a escolha de um município para se viver com a família passa por uma escolha mais racional do que emocional.
A classe política sabe muito bem disso e infla o orgulho das pessoas para emancipação do distrito para depois dominar uma estrutura burocrática, que custa muito dinheiro nas atividades meio, sobrando pouco para as atividades fim e que ao fim e ao cabo resulta em aumento de impostos e/ou redução da qualidade dos serviços prestados às pessoas.
Em um Brasil que precisa reduzir o tamanho do Estado, a discussão pela anexação de municípios deve ser repensada.
Essa é uma discussão que geraria muitos discursos emocionantes em defesa da história e independência dos pequenos municípios, mas os dados socioeconômicos devem ser levados mais a sério pelos políticos.
Creio que o exemplo de Serra da Saudade deve ser avaliado!
O Censo de 2010 detectou população de 815 pessoas e a população estimada para 2018 é de 786.
A cidade está encolhendo por falta de novos nascimentos, aumento da morbidade ou será que as pessoas estão fazendo a escolha racional de buscar por algum lugar com melhores condições de vida: emprego, qualidade dos serviços públicos?
A resposta me parece óbvia!
Um grande estudo nacional avaliando a viabilidade financeira de cada município (impostos municipais – despesas) seria um bom início para reduzirmos o número de cidades do país e consequentemente a dependência perversa de repasses federais.
Quem estaria disposto a tomar tal atitude?

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Uma nova Marcha dos Prefeitos

Resultado de imagem para marcha dos prefeitosEntre os dias 08 e 11 de abril foi realizada em Brasília a 22ª edição da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, mais conhecida como Marcha dos Prefeitos.
Esse movimento iniciado em 1997 foi uma resposta ao descumprimento do perfil municipalista da Constituição de 1988.
Isso aconteceu, porque ano a ano o Governo Federal foi criando contribuições, ou seja, impostos sobre a sociedade sem a devida divisão com Estados e Municípios.
Após 30 anos, temos a concentração de 65% da arrecadação de impostos para o Governo Federal, cerca de 20% para os Estados e apenas 15% para os municípios.
Fora isso, os municípios tiveram a imposição de muitas obrigações, principalmente sociais (educação e saúde) o que resultou nos últimos anos o aumento de 53% do número de servidores municipais enquanto a população aumentou apenas 12%.
Claro que temos casos de mau uso do dinheiro público, corrupção, cabide de empregos, mas a verdade é que em três décadas, os munícipios só não quebram porque o Governo Federal em algum momento atende demandas pontuais.
Para se ter uma ideia, 60% dos municípios têm o FPM – Fundo de Participação dos Municípios, um repasse do Governo Federal, como maior fonte de arrecadação.
O Governo Federal se transformou em um grande banco e os municípios mendigos e como diz o ditado popular “Manda quem tem dinheiro”, o Governo Federal usa e abusa desse poder sobre os municípios, interferindo em eleições, por exemplo.
Até então, todas as Marchas de Prefeitos tiveram o mesmo perfil: Prefeitos com o “pires na mão”, mostrando as dificuldades e saindo de lá com a promessa de alguns repasses, nada planejado!
Dessa vez aparece algo novo no ar.
Em pouco mais de 30 minutos, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, deu uma aula de como um país deve ser organizado, da necessidade do tão falado Pacto Federativo e principalmente da transferência do dinheiro hoje de dentro dos gabinetes de Brasília para os municípios onde ficam os brasileiros.
Um dos argumentos contra essa concentração de receitas nas mãos dos municípios é de que haveria muita corrupção. Concordo, que teríamos mais possibilidade de casos de desvios, porém, além da fiscalização dos Tribunais de Contas e do Ministério Público, nas cidades o enriquecimento de algum agente público é facilmente notado pela população e com grande possibilidade de denúncia.
Já em Brasília isso é quase impossível!
Alguém conhecia Pedro Baruso que devolveu cerca de 200 milhões de reais a Operação Lava Jato?
Enfim, o plano de Paulo Guedes transformará as relações políticas e econômicas do país dando aos Prefeitos hoje muito cobrados a possibilidade de trabalhar.
E aquele que não se mostrar competente, será julgado nas urnas.


segunda-feira, 8 de abril de 2019

Bolsonaro e as pesquisas de 100 dias



Bolsonaro, como a maioria dos políticos, tem sentimento ambíguo em relação as pesquisas de opinião.
Nas eleições de 2018, quando as pesquisas demonstravam alguma estagnação de sua candidatura, ele logo afirmava que as pesquisas e os institutos não podiam ser levados à sério.
Porém, quando ele sofria ataques, logo dizia: me atacam porque sou líder nas pesquisas.
Esse pensamento é generalizado no meio político, pois há falta de informação sobre a importância das pesquisas como ferramenta de planejamento.
O sentimento geral é de que as pesquisas devem antecipar o resultado das urnas. Ledo engano!
Na minha opinião os institutos de opinião são os principais culpados por essa distorção de importância dos diagnósticos, pois aceitaram esse jogo da mídia e do meio político.
Falo isso porque sairão muitas pesquisas de 100 dias de governo nessa semana que se inicia e Bolsonaro deveria ter ao seu lado pessoas com formação acadêmica, experiência e isenção para interpretar os dados e assim, ajudar na organização do seu governo.
Na semana passada, em 04 de abril, o Instituto IPESPE divulgou pesquisa com boas e más notícias a Bolsonaro e eu espero que ele tenha entendido alguns recados do estudo.
Vamos a eles:
A aprovação de Bolsonaro vem caindo mês a mês desde o início do governo chegando agora a 35% de aprovação.
Importante ressaltar que existe um dado histórico para ilustrar esse número: governos com aprovação abaixo de 34% são derrotados nas urnas.
Claro que esse dado seria muito importante se estivéssemos a um da eleição. Não estamos! Por isso, Bolsonaro não deve se preocupar tanto, mas deve se manter alerta com essa tendência negativa.
Apesar da aprovação de 35%, 45% ainda confiam nele e 50% estão otimistas com o futuro do seu governo.
Porém, na minha opinião o dado mais importante para Bolsonaro governar tranquilo é o sentimento de que a crise econômica atual é de responsabilidade dos governos petistas: 32% acham que o governo Lula colocou o país nessa situação e 18% o governo Dilma, ou seja, metade do país pensa que o PT acabou com a economia e com os empregos.
Porém, esse sentimento pode mudar e sabemos que o sucesso do governo de Bolsonaro depende da agenda econômica de Paulo Guedes e a base da agenda é a Reforma da Previdência.
Para isso, o estudo dá dois bons alertas: Primeiro é que 61% entendem que a reforma é necessária contra 33% entendem que não.
Tenho certeza que uma parte desses 33% contrários é por pura ignorância. Afinal, se os deputados têm dúvidas, o que dirá a população em geral.
E o segundo dado é que a maioria (42%) tem a percepção de que as notícias que saem de Bolsonaro e o Governo são negativas. Lembro-o que a maioria do povo brasileiro ainda se informa pela TV, rádio e jornais e que as notícias das redes sociais têm impacto em uma camada restrita da sociedade e que ainda assim, duvidam do que leem.
Por isso, investir em uma boa relação com a mídia e divulgar em rede nacional de forma didática a reforma, fará com que a aprovação popular aumente e o congresso não gosta de ir contra a opinião pública.
Mas aqui temos um ponto de tensão: as Forças Armadas são a instituição mais respeitada do Brasil com 66% de aprovação. E na cabeça dela, o povo tirou o PT do governo e Bolsonaro seria a quimioterapia para a cura do país. Porém, se agenda econômica travar, aumentar o volume da voz das ruas, as Forças Armadas serão a primeira instituição a cobrá-lo.
E a história mostra como se comporta essa cobrança.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

O Futuro do Emprego no Brasil

ANÁLISE DO DIA 01.04.2019

Fiquei muito assustado com a fila de pessoas buscando por emprego na semana passada no Vale do Anhangabaú em São Paulo.
Para piorar, na sexta-feira, saíram os dados do IBGE, onde 13 milhões (12,4%) de pessoas da população economicamente ativa está desempregada e quase 28 milhões estão subutilizados, ou seja, poderiam trabalhar por mais horas do que trabalham hoje em dia.
O desemprego é o efeito e para resolver o efeito, precisamos entender a causa.
No final de 2018 passou despercebido um relatório contundente do Fórum Econômico Mundial sobre empregos.
Ele demonstra que apesar do sentimento geral achar que as pessoas de menor grau de instrução sofrerão com o avanço da tecnologia, o que é a mais pura verdade, as pessoas de média instrução e que em sua maioria se situa na classe média da sociedade, serão os mais prejudicados.
São muitas as profissões atingidas, tais como: Analistas financeiros, contadores, auditores, estatísticos, administradores e até advogados, atualmente, carreiras com certa segurança, serão consideradas como “redundantes”.
Outro ponto que o relatório destaca é o crescimento rápido em direção a flexibilização do vínculo entre as empresas e as pessoas.
Todas essas medidas serão tomadas em busca de maior produtividade e manutenção dos preços de acordo com o mercado consumidor.
Importante lembrar que quem gera riqueza são as pessoas e as empresas. O Governo tem a obrigação de pensar em como não dificultar essa geração já que ele vive dos impostos das pessoas e das empresas e se esses perderem a sua capacidade de pagar impostos, o Governo quebra junto!
A questão aqui é entender onde o Brasil se situa e como ele está se preparando para o futuro.
Na minha opinião o Governo e os políticos fazem pouco para melhorar o ambiente de negócios. O Brasil ocupa a colocação 109º no estudo de ambiente de negócios, o Doing Business, que analisa 191 países ficando atrás de diversos países de pequena expressão mundial, tais como: Namíbia, na África ou Guatemala, na America!
Esse relatório estuda 10 variantes:
1.Resolução de Insolvência
2.Registro de Propriedades
3.Obtenção de Eletricidade
4.Proteção dos Investidores Minoritários
5.Comércio Internacional
6.Execução de Contratos
7.Pagamento de Impostos
8.Obtenção de Crédito
9.Obtenção de Alvarás de Construção
10.Abertura de Empresas
Para se ter uma ideia, entre os 191 países ocupamos a posição 184º no ranking quando a análise é sobre Pagamento de Impostos e 175º na obtenção de alvarás de construção!
Outro problema seríssimo é opção do Brasil em focar em cursos para carreiras que têm prazo de validade de curtíssimo prazo! Quem entra hoje na universidade, talvez, quando acabar o curso, não terá mercado de trabalho para ela.
Enquanto isso, as grandes potências estão focando em carreiras do futuro.
Quando surgiu o PROUNI em 2005, eu vaticinei: o Brasil iria substituir a mão de obra desqualificada com grau de instrução médio para o superior. Não errei! Hoje temos um número crescente de pessoas com diploma realizando serviços básicos!
Ou seja, o governo não faz nada para ajudar as pessoas! Pelo contrário: só atrapalha!
Quer ver uma diferença? O Governo Chinês moldou a estrutura da educação chinesa para que de lá surgisse pessoas competentes em robótica!
Sabe qual será o resultado até o ano de 2037? 93 milhões de empregos!
Claro que falamos de uma ditadura comunista onde um pequeno grupo decidi o que 1,4 bilhões de habitantes devem fazer! Mas aqui o MEC também tem esse poder ditatorial de obrigar as cidades a rezarem a sua cartilha.
O que me entristece é perceber que os políticos estão totalmente de costas para o Brasil e para aquelas pessoas que estavam sofrendo na fila no Vale do Anhangabaú.
Para terminar, me veio à cabeça o trecho da música “O homem também chora” do cantor e compositor cearense, Fagner:

Sem o seu trabalho/
o homem não tem honra/
e sem a sua honra/
se morre, se mata/
Não dá pra ser feliz/
Não dá pra ser feliz!

segunda-feira, 25 de março de 2019

ANÁLISE NA RÁDIO JOVEM PAN SANTOS EM 25.03.2019


O "Nós contra Eles" de Jair Bolsonaro

Bom dia Paulo, amigos da mesa e ouvintes da Jovem Pan.
Desde que Lula assumiu o seu primeiro mandato em 2003, o discurso sectário do “Nós contra Eles” era algo que me incomodava demais.
Parafraseando o próprio ex-presidente, “nunca antes na história desse país” um governo deixou tão clara a sua intenção em dividir a sociedade entre sexos, classes sociais, cores, raças e regiões do Brasil.
Eu sempre denunciei que isso não passava de estratégia para manter, através de discursos bem elaborados e benefícios públicos, esses eleitores que são a maioria brasileira sob sua égide, enquanto beneficiava empresários para sustentar ele, sua família e seu projeto de poder.
Expus em artigo que a tática de Lula e o PT em alçar o pêndulo social com muita força e velocidade para o lado esquerdo da economia e dos costumes, poderia ter resultado contrário ao esperado por Lula E que a maioria absoluta da sociedade brasileira – liberal na economia e conservadora nos costumes – um dia poderia se revoltar.
Com aparecimento das redes sociais, operação Lava Jato e o surgimento de muitos movimentos e “especialistas”, o que previ acabou acontecendo: o pêndulo social saiu da esquerda, passou com velocidade pelo centro chegando com muita força ao lado direito, elegendo Jair Bolsonaro, que é conservador nos costumes, porém um iniciante sem convicção da doutrina liberal econômica.
Jair Bolsonaro tem agora a oportunidade de unir o Brasil e os brasileiros que como todos os seres humanos buscam por equilíbrio financeiro, espiritual, amoroso e familiar. Ninguém aprecia solavancos e derrapadas. As pessoas odeiam os extremos!
Conclamar o apoio de todos pela reforma da previdência, para o reestabelecimento fiscal dos governos federal, estaduais e municipais E melhorar o ambiente econômico do país é o primeiro passo.
Bolsonaro só foi eleito no 2º turno, pois conseguiu convencer seus eleitores e parte de eleitores de outros candidatos que era a melhor opção para o país. E agora, como Presidente, precisa entender que a democracia é um sistema que depende do consenso e que consenso depende de negociações e que negociações dependem de interesses – bons e maus. A vida e a política são assim!
Porém, a insistência de Bolsonaro em criminalizar a política, esquecer a necessidade de um bom relacionamento com o congresso e persistir com um discurso belicoso que agrada apenas seus seguidores vai desagradando a maioria silenciosa da sociedade brasileira conforme apontam as primeiras pesquisas de 100 dias do governo.
Enfim, o discurso sectário de Bolsonaro e seus seguidores, do “Nós contra Eles”, se assemelham e muito com o discurso de Lula.
O pêndulo social que está no espectro direito da sociedade, poderá fazer o movimento contrário e dessa vez, o centro da política fará tudo para segurá-lo. João Doria parece trabalhar para isso!


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Os 100 dias do Governo Bolsonaro

De acordo com nossas pesquisas, 65% dos brasileiros estão esperançosos com o novo governo. Esse é um dado muito positivo após o início conturbado do governo passado. Após os problemas apresentados pela social democracia e do Estado como gerente e gestor, pela primeira vez no Brasil teremos um governo com intenções liberais. Em um país onde a população se acostumou a receber “benesses” do Governo, ignorando que elas são pagas com o seu próprio dinheiro através de impostos, Jair Bolsonaro e Paulo Guedes têm uma árdua missão. Fazer em 100 dias de governo a população, o mercado e mídia perceberem que o caminho está correto. Na minha opinião, o reflexo desse novo tempo aparecerá já nas eleições de 2018. No sucesso, com a eleição de prefeitos com visão mais liberal ou no fracasso, com a eleição de prefeitos com visão mais estatizante.

Pesquisa IBESPE sobre Privatização

Nos dias 04 e 05 de janeiro de 2019, nós aqui do Instituto IBESPE realizamos um estudo para entender o que os brasileiros pensam sobre o tema PRIVATIZAÇÃO. Esse estudo detectou que 57% dos brasileiros são contra a privatização das empresas públicas. Esse é um dado que fica muito parecido com o de outras pesquisas já realizadas sobre esse mesmo tema. Porém, nesse estudo nós realizamos a técnica de perguntas projetivas. E o que vem a ser isso? Perguntas projetivas são questões colocadas sobre um assunto para entender ou aprofundar sobre outro assunto. Vamos a elas: Nós quisemos saber se os entrevistados acreditavam que as empresas públicas sofriam influência de políticos em nomeações ou decisões. 89% entendem que sim. Que os políticos influenciam diretamente nas empresas públicas. Quisemos entender também se os entrevistados concordam com essa influência, se acham ela benéfica. 92% são contra os políticos influenciarem nas empresas públicas. Acham isso ruim para a empresa pública. Outro assunto também que quisemos entender foi com relação a eficiência das empresas públicas. 72% entendem que as empresas privadas são mais eficientes. Como sempre afirmo em todas as oportunidades que tenho, pesquisas não foram criadas para satisfazer ideologias, buscar manchetes de jornais ou influenciar a opinião pública e por isso fazemos questão sempre de aprofundar em um tema. Percebam que, apesar da maioria ser contra a privatização das empresas, elas dão razão aos defensores dessa narrativa que querem mais eficiência, redução do tamanho do Estado e menos influência política no Estado. Por isso, na minha opinião, se é de interesse do Governo Federal, Governos Estaduais e Municipais privatizarem, com uma campanha eficiente de comunicação, será fácil mostrar a necessidade para a população em geral.

Temas polêmicos na visão da pesquisa Datafolha

O Datafolha realizou nos dias 18 e 19 de dezembro pesquisa sobre 3 temas muito discutidos: A liberação das armas de fogo no Brasil, Educação Política e Sexual nas escolas. Começando pelo tema liberação de armas de fogo, de acordo com a pesquisa, notamos 61% é contra, ou seja, a maioria. Esse é um tema muito conflitante, pois à população tem pouco conhecimento sobre o assunto. Apenas um exemplo: Nós do IBESPE realizamos pesquisa no mês de setembro 2018 para saber se as pessoas sabiam a diferença entre POSSE e PORTE de armas. E sabe qual foi o resultado? Apenas 16% souberam distinguir entre Porte e Posse de armas. POSSE é o direito da pessoa ter em casa uma arma para, ocasionalmente, se defender. Um sitiante, por exemplo, que tiver o seu sítio invadido. PORTE é o direito da pessoa andar armado na rua, por exemplo. Em 2005 o Governo Lula realizou referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munição no Brasil. 63,9% dos brasileiros foram favoráveis a terem acesso as armas. Apesar do resultado, o governo criou vários obstáculos para quem deseja ter uma arma. O que me chama atenção é que em 2005, 63,9% votaram a favor e em 2013 na pesquisa Datafolha apenas 30% eram favoráveis. Hoje está em 37%! O que ocorreu durante esses anos para a aprovação cair mais de 30 pontos percentuais? Eu não sei! Outro ponto que me chama atenção no Brasil é a tentativa de criminalizar o objeto “arma de fogo” em detrimento do criminoso. Para quem gosta de história, Ramon Mercander matou León Trostski com uma picareta! Ou seja, quando alguém tem a finalidade de assassinar alguém, o objeto é apenas o meio. Eu, Marcelo, jamais teria uma arma em casa, mas não sou contra o direito daquele sitiante do início da minha fala se defender, ou você acha que se ele ligar para o 190 lá do meio do mato haverá tempo hábil para a polícia chegar? Agora, falando sobre os outros 2 temas, a discussão sobre Sexo em sala de aula tem aprovação de 54% dos entrevistados e o tema Política, 71%. Como a pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais, tecnicamente, a população está dividida no tema sexo, porém, sobre política, a população está bem convicta. Essa aprovação cresce de acordo com o grau de escolaridade dos entrevistados e também entre as mulheres. Apenas um dado interessante o Datafolha não fez o recorte das pessoas diretamente interessadas no tema: os pais de alunos! Pois é: Sou pai de 2 meninos em idade escolar e acho que entre os defensores da Escola sem Partido e os amantes de Paulo Freire existe uma população incapaz de fazer as 4 operações matemáticas e o Brasil tem pressa de crescer. Não podemos ter ideologia na educação e nem nas pesquisas!

A 1ª semana de Bolsonaro

Em março de 2016, quando Marina Silva liderava as pesquisas com 24%, eu era certamente um dos únicos analistas políticos que indicavam Jair Bolsonaro que pontuava, no máximo 5%, como o pré-candidato com maior potencial de vitória nas eleições de 2018. Essa minha afirmação era formulada pautada em metodologia científica e histórica, pois desde as manifestações de 2013, o Brasil, em sua maioria liberal na economia e conservadora nos costumes, buscava por alguém com esse perfil. As pautas e o discurso de Bolsonaro eram aqueles que mais se encaixavam com as demandas da maioria da sociedade brasileira. Achar que a vitória foi o resultado da “simplicidade” da campanha ou a “informalidade” do então candidato é no mínimo desonestidade intelectual, mas isso foi também um tempero positivo para a imagem de Bolsonaro Porém, governar o Brasil, que é um país complexo e com tantas medidas urgentes a serem tomadas, Bolsonaro deve seguir a cartilha dos grandes líderes da história: Falar pouco, porque o silêncio demonstra sabedoria e ter planejamento nas ações e nos discursos. A informalidade não deve ser confundida com desorganização! Por isso, na minha opinião, essa primeira semana de governo de Jair Bolsonaro foi marcada pela falta de sintonia dos discursos e o excesso de egolatria de sua equipe. A sociedade está cada vez mais feliz nas redes sociais e infeliz na vida real e o meio político parece ter entrado nessa onda. Bolsonaro deve aproveitar os 6 primeiros meses de seu mandato, ainda com alta popularidade para fazer o que Maquiavel ensinou: “Quando fizer o bem, faça-o aos poucos. Quando for praticar o mal, é fazê-lo de uma vez só.” Ele deve tomar decisões que possam ter alguma repercussão negativa no momento, mas muito positiva para história. A oposição e a mídia também devem entender o seu real papel na democracia e buscar discussões mais importantes do que cores e vestidos. Enfim, a campanha eleitoral acabou e o Brasil precisa trabalhar!

Quando e por quê fazer pesquisas

Políticos de sucesso usam pesquisas como ferramenta de planejamento de sua campanha ou de sua gestão. Pesquisas devem ser realizadas apenas quando você precisa entender o que a população pensa. Infelizmente, alguns políticos ouvem demais seus assessores e amigos e pouco os eleitores, por isso, monitorar o que eles pensam sobre você e sua cidade é de suma importância. Por isso quero falar sobre a importância de saber a opinião da população sobre a avaliação de governo. Esse é um dado fundamental para saber se a população deseja mudança ou a manutenção do poder em sua cidade e para isso precisamos de dados técnicos. Aqui no IBESPE, a cada eleição, nós realizamos estudos de parâmetros das avaliações municipais e os seus resultados. Até as eleições de 2016 nós tínhamos o seguinte padrão: prefeitos com aprovação abaixo de 34% perdiam a eleição, de 35% a 50% tinham 60% de sucesso e acima de 50% aprovação, 100% de sucesso. Porém, em 2016 tivemos uma mudança desse padrão que iremos confirmar agora em 2020. Os resultados foram os seguintes: prefeitos com aprovação abaixo de 26% perderam as eleições, de 27% a 41% tiveram 50% de sucesso e acima de 42%, 100% de sucesso. Apenas para citar um exemplo prático, em 2012 em uma cidade que tinha o domínio histórico de um grupo político e onde o candidato do governo tinha quase todos os partidos com ele, nós identificamos que o prefeito, que era desse grupo, tinha aprovação total de apenas 14%, mas em algumas regiões da cidade ele tinha uma ótima aprovação. Então, nossa estratégia foi focar em todas regiões onde ele tinha aprovação abaixo de 30%, pregando mudança do início ao fim da campanha. Apesar das dificuldades financeiras e desigualdade do número de vereadores para divulgar a campanha, acabamos vencendo a eleição. Resumindo: Com o apoio das mídias digitais, a população está mais ciente e crítica às gestões, mas ainda tem medo de grandes mudança, mas começa a perder esse medo! Por isso, identificar como a população avalia o governo de sua cidade em cada bairro, é importantíssimo para entender qual a estratégia e discurso correto a ser tomado desse o início de 2019 até o final das eleições.