Em 2002, Antônio Palocci, hoje preso
por corrupção, escreveu a Carta ao Povo Brasileiro onde o então candidato Lula
e o seu partido o PT se comprometiam em respeitar os contratos, respeitar os
avanços conquistados pelo Plano Real, entre tantos outros pontos importantes
para assim, tentar conquistar os eleitores mais ao centro do espectro político
ideológico.
Dessa forma, um “Lulinha Paz e Amor”,
somado a um documento daquela magnitude conquistariam a simpatia do mercado e
venceriam o medo de uma parcela da população que vinha cansada do imobilismo dos
últimos anos do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.
A estratégia foi inteligente, pois as
pesquisas de opinião mostravam que 67% da população tinham medo da imagem de
Lula.
Lula venceu as eleições e apesar do
discurso do “Nós contra Eles”, sempre evitou ser claro sobre sua ideologia. As
palavras socialismo e comunismo sempre foram suprimidas por ele e o partido.
Após 580 dias preso na carceragem de
Curitiba, Lula e o PT, assumiram o socialismo, a sua forma de atuação política histórica
e os métodos compartilhados pelo Foro de São Paulo, organização criada em por ele
e Fidel Castro para tentar transformar a América Latina em uma nova União
Soviética.
A convocação de Lula para que seus
correligionários saiam às ruas e promovam ataques como os grupos de esquerda
estão realizando no Chile, mostra sua vontade de tentar desestabilizar o país.
José Dirceu, talvez o maior cérebro de
todo o PT, também após estar livre da prisão, fez questão de falar do orgulho
em ser petista e socialista e da necessidade de retomar o poder com ares de que
existe ainda um grande projeto socialista para o Brasil.
A prisão fez mal a inteligência
política de Lula e do PT.
Se um dia ambos tentaram fazer uma
sopa de peixes fervendo um aquário, dessa vez a possibilidade é mínima.
Cerca de 30% dos eleitores continuam fiéis
a esquerda onde Lula e o PT sempre estiveram, porém, outros 30% estão
diametralmente contra a esquerda, e hoje apoiam Jair Bolsonaro.
Os 40% restantes dos 147 milhões de
eleitores brasileiros, devido ao medo da volta do PT ao poder, buscarão pelo
seu maior opositor.
Por isso, Bolsonaro que nasceu pelo
antipetismo ganhará mais fôlego com esse sentimento enquanto Lula estiver
solto.
Se em 2002 Lula e o PT conseguiram ludibriar
os eleitores com um discurso mais ao centro, admitido por ele no filme
Entreatos de João Moreira Salles, em 2019 toda a população terá ciência de como
pensa o verdadeiro Lula e o PT. Não haverá cartas ao povo brasileiro capazes de
mudar a imagem real e se houver, não terá o mesmo impacto que em 2002.
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