quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A Carta de Bolsonaro ao Brasil

Em 2002 Lula lançava a Carta ao Povo Brasileiro.

Elaborada por Antonio Palocci, esse documento trazia compromissos de Lula e o PT principalmente com o mercado financeiro, sempre muito receoso com possíveis medidas intervencionistas que pudessem vir abalar a economia do país.

Após o atentado contra Jair Bolsonaro em 05 de setembro de 2018, tomei a liberdade de escrever uma carta para que o então candidato viesse a se comprometer com algo que parte da população se preocupava: o respeito às instituições e a democracia.

A ideia parece ter surtido efeito, pois o site globo.com dias após minha escritura ser distribuída à pessoas próximas da campanha, publicou a matéria, porém com a preocupação dessa carta não ser projetada por um técnico com eu, o que é compreensível, mas por algum membro mais próximo de Bolsonaro, tal qual, General Heleno.

Minha carta, mais do que compromissos com a sociedade brasileira, tinha também a intenção de "humanizá-lo" e possivelmente, mudar a imagem estereotipada que muitas pessoas faziam do candidato devido a declarações (caneladas, na própria opinião de Bolsonaro) no passado.

Por se tratar de história, publico minha carta na íntegra abaixo.

Boa leitura!


Carta à Pátria

Todos os Presidentes da República, bem ou mal, contribuíram de alguma forma para que o Brasil chegasse ao ano de 2018. Porém, o sentimento de que, por motivos ideológicos, o caminho escolhido nos últimos 20 para a nossa sociedade foi equivocado é cada vez maior.
O ano de 2013 foi enfim o grito da maioria silenciosa que vinha cansada de pagar altos impostos e receber em troca serviços de baixíssima qualidade, angustiada em ver casos de corrupção sem nenhum tipo de punição e de assistir a classe política se beneficiando do povo, ao invés de pensar e trabalhar em benefício do povo.
Fiquei muito triste ao ver naquelas manifestações atos de violência, o que parece ter crescido a cada dia mais, potencializada pelo mau uso das redes sociais.
Quando pensei no projeto de ser Presidente no Brasil, não pensei em mim! Pensei que posso contribuir para unir essa nação maravilhosa, miscigenada e que merece respeito.
Sempre preparei meus filhos preocupado em que pessoas eu deixaria para o Brasil, mas hoje me preocupo que país restará a eles e a todos os brasileiros, se seguirmos nesse caminho sem paz, sem o direito de ir e vir, sem justiça social, sem igualdade de oportunidades e sem desenvolvimento econômico.
No tocante à economia, vimos nos anos 90 algum tipo de alento com a implantação do Plano Real, onde pudemos obter uma economia com maior estabilidade, com a possibilidade de planejamento a médio e longo prazo das empresas e do governo. Essa previsibilidade deve ser mantida e melhorada ao máximo, pois os empreendedores do Brasil, bem como os gestores e servidores Federais, Estaduais e Municipais precisam trabalhar com maior solidez.
Já expliquei por diversas vezes o meu posicionamento a época, mas cumpre nessa Carta ressaltar, que apesar de não concordar com alguns pontos, principalmente com as altas taxas de juros que ainda se mantem, foi o melhor para o Brasil.
Apesar da ampla divulgação na imprensa, faço questão de relembrar que votei em Lula no 2º turno das eleições de 2002. Tomei essa decisão, pois entendia que o país necessitava de mudança e tenho que reconhecer que o trabalho realizado na área social, com a unificação dos benefícios implantados pela Sra. Ruth Cardoso e criados pelo economista liberal Milton Friedman, foram a decisão mais acertada possível.
Se o Governo Lula criou o Bolsa Família aprimorando os benefícios criados no Governo FHC temos agora a necessidade de aprimorar ainda mais! Dar maior cobertura, atingir quem realmente precisa, criar portas de saída – tão prometidas e jamais implantadas - e punir aqueles que desviam recursos de um programa governamental tão importante para o atendimento mínimo de cada família beneficiada.
Infelizmente, o Governo Dilma tomou muitas decisões equivocadas nas áreas da economia, energia e infraestrutura. A corrupção dos governos do PT emergiu de forma contundente com a implantação da Operação Lava Jato na qual, como Presidente da República, defenderei com unhas e dentes, e descobrimos que os desvios ideológicos e a pretensão de manter-se no poder por tempo indeterminado, falaram mais alto do que a preocupação com o crescimento do país e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.
Com tudo isso devo ser sincero em dizer que concordo com as pessoas que diariamente converso nas ruas: o modelo adotado nos últimos 20 anos se esgotou!
Se esgotou na economia, na área social, na educação, no combate a corrupção, na saúde, na segurança, enfim, não há uma área que podemos nos orgulhar dos últimos governos.
Percebo que apesar de todos pontos negativos amplificados pelo governo, nossa população se mantém esperançosa, com o sorriso no rosto, disposta para acordar todas as manhãs e ir em busca do pão de cada dia. Isso me faz ter muita esperança em ver um Brasil feliz, com mais igualdade de oportunidades, com mais segurança e paz.
Não podemos mais ser um país de lapsos! O Brasil precisa de planejamento de médio e longo prazo, de previsibilidade! Um de nossos patrimônios, a criatividade, deve ser usada de maneira pontual! Não podemos mais ser o país de decisões tomadas sobre pressão, de afogadilho! Temos que ter alguém que tome decisões difíceis, que coloque todos brasileiros à frente de algumas pequenas classes organizadas como a classe política.
Todos sabem que sou o candidato que não tem dinheiro, nenhuma estrutura, coligação mínima e mesmo assim consigo aparecer de forma positiva nas pesquisas de intenção de votos! Essa adesão ocorre de maneira natural, pois boa parte da população vê em mim, alguém diferente de todos que já passaram pelo Planalto ou que pretendem ocupar essa vaga.
Não posso nessa Carta ter a pretensão de ofender ou acusar meus oponentes nessa corrida eleitoral, mas devo pontuar que existe muita diferença de projetos, caminhos, histórias de vida e pretensões com o Brasil.
Sei que não sou o candidato preferido da mídia e da classe artística, mas não sou adversário dessa parte da sociedade, muito pelo contrário! Fiz questão de colocar em meu Plano de Governo a necessidade e a importância de termos uma imprensa livre e independente e, apesar de todas as críticas que recebo, tenho orgulho de ter muitos amigos artistas e faço questão de deixar um canal aberto para buscarmos um caminho de melhoria da nossa cultura regional e nacional para assim, termos a possibilidade de potencializar um ativo tão precioso para a geração de emprego e renda no país: o turismo.
O descuido com a área da segurança causa espanto! Não há como um povo se sentir bem em seu país, se em sua própria casa sofre a ação de marginais.
Causa perplexidade quando descobrimos que o investimento em segurança privada supera o investimento em segurança pública. Isso demonstra a total falta de confiança na capacidade do Estado fazer frente ao maior problema que a Nação sofre!
Esse não é o tema que mais preocupa a mim, mas sim a todos os brasileiros!
O crime organizado tomou conta de nosso país, as leis benevolentes, a obstacularização do trabalho das policiais, tudo vem contribuindo para que a população de renda mais alta aumente o muro de suas casas ou pense em sair do país e a população de renda mais baixa se torne refém de marginais.
O tema segurança não afeta apenas a vida e a saúde das pessoas de forma mais direta. Indiretamente, afeta a economia do país com menos pessoas saindo de suas casas para o momento de consumo e lazer, os custos na área da saúde com a violência ou depressão do medo de conviver em uma sociedade com tamanha agressividade e até na educação com a interrupção do ano letivo de crianças e jovens que sonham com um dia melhor.
Infelizmente, as discussões nacionais enviesadas acabam por deturpar uma das minhas bandeiras: a facilitação ao acesso a armas e munição.
Devemos ser claros que em 2005 o governo realizou um referendo, com ampla participação da sociedade, com campanha televisiva pró e contra esse tema e o Brasil decidiu com cerca de 64% dos votos a favor da permissão do comércio de armas e munição.
Através de novas normas, o mesmo governo que propôs o referendo, iniciou processo que chegasse ao ponto de retirar esse direito de todo o cidadão.
É cristalina a deturpação desse tema quando se pensa que a arma, um objeto inanimado, e não o agente criminal, é a causadora da violência e que teremos armas para todos os brasileiros de forma aleatória! Isso é um exagero absurdo!
Atualmente, bandidos conseguem armas de grosso calibre, mesmo não tendo permissão para portar um simples revólver!
Nosso projeto não é de simplesmente armar todo o cidadão de forma indiscriminada e sem critérios! A única coisa que pretendo é dar o direito de escolha do cidadão habilitado a possibilidade de comprar uma arma.
Temos que ser sinceros: o Brasil se descuidou dos cidadãos de bem em prol de uma pacificação da sociedade que nunca existiu!
Chegou o momento de lambermos nossas feridas! A sociedade e as forças policiais estão perdendo de 7 a 1 para o crime organizado e eu, como líder maior da nação, farei questão de estar na linha de frente para virarmos esse placar.
Muitos se assustam com a palavra privatização. Eu também já me assustei, mas creio que chegou a hora de termos uma conversa mais sincera com a população desse lindo país!
Se as pessoas não confiam na classe política para pequenas decisões, porque confiaria a sua velhice, o momento em que o Estado deve devolver parte do que arrecadou com essas pessoas em forma de aposentadoria?
O Estado brasileiro cresceu muito e de forma ineficiente nos últimos anos e com ele a necessidade de arrecadar cada vez mais! Arrecadar significa tirar dinheiro da população para financiar o Estado.
Claro que essa arrecadação resulta em alguns serviços para a população, mas que possuem qualidade muito abaixo do que deveriam.
Reduzir o tamanho do Estado e dar maior eficiência aos serviços públicos deverá ser realizado por qualquer um que ocupe o cargo a partir de janeiro de 2019. A diferença, mais uma vez, é que entre os candidatos mais bem colocados nas pesquisas, apenas eu tenho a clareza e a coragem de explicar os motivos para o qual deve ser feito.
O SUS merece mais atenção! Hoje em dia temos heróis que salvam vidas diariamente na saúde pública e fico estarrecido quando leio nos jornais desvios que ocorrem com verbas nessa área!
Qual a diferença de um assassino que porta uma arma, daquele que rouba medicamentos essenciais para a vida de pessoas?
Na área da educação, a completa inversão de investimentos, resulta e resultará em problemas sérios para a sociedade brasileira. Estamos querendo retirar frutos de uma árvore que possui raízes podres! O aumento indiscriminado de investimentos em universidades a despeito da educação básica, traz um fenômeno negativo para o país!
Precisamos de mais eficiência e eficácia no Poder Público!
Será fundamental priorizar rapidamente o Brasil e seus mais de 5 mil municípios, repensando o pacto federativo do país, logo no início do Governo. Isso fará com que os prefeitos tenham mais dinheiro e autonomia para gerirem suas cidades, ao invés de mendigarem por mais verbas do Governo Federal, o grande arrecadador! Isso é o que chamo de Mais Brasil e Menos Brasília!
Tenho plena convicção que não será de forma automática a mudança de padrão do Brasil que temos hoje para o Brasil que sonhamos, mas sei que apenas uma pessoa honesta e comprometida com o país e o seu povo conseguirá iniciar esse processo.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, sou alguém que ouço muito as pessoas que me rodeiam e sei das minhas limitações e acho engraçado quando sou criticado por reconhecer a minha necessidade de aprimoramento em algumas áreas.
Aos 63 anos invisto muito tempo em minha qualificação pessoal e jamais farei como outros políticos que passaram pela história do Brasil que um dia fingiram ser honestos ou ótimos gestores.
Aprendi com meus pais que a mentira e a desonestidade são coisas repudiáveis!
A cada dia que passa, mais técnicos, voluntariamente, se aproximam de mim visando me ajudar! Foi assim com Paulo Guedes! Homem de grande qualificação na área econômica e que contribuirá muito para o nosso projeto nacional.
Na área privada, ser um gestor de atitudes deliberativas sempre foi um grande mérito, reconhecido por todos. Porque esse mesmo modelo deve ser criticado na Gestão Pública?
Temos servidores de grande qualidade em todos os níveis de Governo, principalmente no Governo Federal e contarei com todos para uma transição tranquila, respeitando todos os contratos e obrigações que nosso país possui, já iniciando um grande projeto de longo prazo.
Entendo as preocupações que possam vir a ocorrer com a minha possível vitória nas eleições de 2018, toda mudança gera incertezas. Porém, especulações de que seria um novo momento para a classe militar no país é uma especulação de grande desonestidade!
Os militares têm a sua importância e podem sim colaborar para uma sociedade mais justa e segura, mas chegou a hora do Brasil dar um basta nessa divisão intolerante que chegamos!
Todos somos brasileiros e não podemos mais dividirmos nosso país em classes, sexo, faixa etária, religião, cor, raça, etc. Precisamos nos unir!
Por fim, peço licença para falar sobre o fato ocorrido no dia 06 de setembro de 2018, quando sofri uma tentativa de assassinato enquanto era carregado pelo povo de Juiz de Fora.
A facada que sofri me deixará marcas para o resto da vida, no corpo e em minha alma!
Sou um homem preparado para qualquer desafio, mas jamais imaginei que lutar por um Brasil melhor fosse tão hostil e violento.
O Sr. Adélio Bispo de Oliveira que tentou me matar deve responder de acordo com as leis brasileiras. Como sempre preguei em minha caminhada: criminoso deve ser tratado como criminoso!
Porém, eu sou um ser humano, tenente a Deus, cristão e devo perdoar o Sr. Adélio que como eu e todo o povo brasileiro somos vítimas dessa divisão que não foi criada ou alimentada por mim, pois venho combatendo justamente essa hegemonia socialista que coloca brasileiros em lados diferentes visando controlar a todos, dividindo para reinar.
Não podemos mais aceitar mulheres e jovens sendo assassinados por motivos torpes! O Nordeste não pode ser mais usado pela classe política apenas para se manterem no poder e se locupletarem! Que Brasil queremos afinal?
Estou ferido na alma, pois percebi que não foi a minha pessoa que o Sr. Adélio quis atingir, mas a tentativa de calar a única opção de mudança para o país. A única pessoa que foi capaz de aglutinar pessoas comuns em torno de um projeto maior.
Vou continuar a luta por esse Brasil que eu e as pessoas de bem sonhamos!
Sou, com muita honra, Capitão do Exército Brasileiro e serei até o final de minha vida, um soldado dessa Nação.
Brasil acima tudo, Deus acima de todos!”
Jair Messias Bolsonaro, São Paulo, 15 de setembro de 2018

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

O Pêndulo Social

Pessoalmente, sou contra a divulgação de estudos eleitorais por entender que as informações normalmente expostas são de pouca relevância para o planejamento e organização de uma campanha, sua função primordial.

Infelizmente, a popularização desses estudos, criou a falsa impressão de que instituto bom é aquele que “bate com a urna”, excluindo, portanto, todo o trabalho e capacidade dos profissionais de marketing político, estrategistas, questões financeiras, perfil do candidato, capacidade de negociação entre partidos, tempo de rádio e TV, equipe, etc.

Tentar analisar os dados expostos é sempre temerário e fonte de decisões equivocadas.
Os analistas mais experientes sabem disso, mas quem resiste tentar antecipar um resultado, mesmo que ele seja duvidoso? Videntes e cartomantes ganham a vida assim!

Nas eleições de 2.016 na cidade de São Paulo, por exemplo, nossos estudos (como todos os outros), davam larga vantagem ao candidato Celso Russomanno e “analistas” já o colocavam no 2º turno. Porém, o detalhamento dessas informações e cruzamentos de dados, demonstrava que João Doria seria o candidato com maior potencial de vitória. Essas informações estão sempre “escondidas” entre tantos outros dados, mas, erroneamente, o resultado do voto estimulado tem sempre maior exposição e importância para a mídia, políticos inexperientes e população em geral.

Às vezes, perguntas indiretas – projetivas - sobre o pleito, do momento político, da história, das expectativas com o futuro ou dos candidatos podem explicitar uma nova tendência, entender o grau de convicção ou vulnerabilidade do voto e assim buscar decisões mais acertadas.

Entre várias questões sem nenhum vínculo direto com as eleições de 2.018, um detalhe foi detectado em nossos estudos na qual denominei como “Pêndulo Social”.

Tento nas próximas linhas explicar resumidamente.

O Brasil possui um histórico liberal na economia e conservador nos costumes.

O liberalismo dos brasileiros é detectado na natureza empreendedora desse povo, mesmo diante das dificuldades impostas pelo Estado. Isso não começou com Barão de Mauá e não se encerrará com os malfeitos de “Eikes” e ademais.

O conservadorismo nos costumes é notório na religiosidade e na formação das famílias.
Engana-se quem acha que isso começou com o crescimento das religiões evangélicas no Brasil.

Os deputados constituintes de 1.988, os governos que vieram em sequência, a mídia formada em sua maioria com visão progressista, as universidades públicas e o meio artístico tentaram expulsar a pontapés essa natureza brasileira, empurrando na marra e abruptamente o Pêndulo Social à esquerda.

No campo econômico, a população via boquiaberta o inchaço do Estado e a baixíssima qualidade dos produtos e serviços devolvidos pelos impostos cada vez mais altos.

No campo social, assistia a insistente tentativa pelo convencimento de que um novo mundo, sem religião e família seria o caminho ao paraíso.

Apoiada pela popularização da internet e das redes sociais a maioria dos brasileiros, até então silenciosa, organizou-se de forma instantânea no ano de 2013.

Surfando tranquila sem oposição, dominando o Estado, a mídia e a cultura do país, a minoria, se viu confrontada e o discurso de polarização do país, virou sua narrativa.

Na verdade, o Brasil real, discutia em suas casas, nos bares e nas filas cruéis dos serviços públicos essa insatisfação e o Brasil ficcional não esperava por essa reação, o limite contributivo (capacidade de pagar impostos) acendeu a luz vermelha, enfim, a paciência chegou ao fim.

As eleições de 2.018 serão marcadas por vários aspectos, porém a força e velocidade desse pêndulo à direita serão proporcionais à realizada pelos progressistas levando-o à esquerda e certamente, nenhum pré-candidato com essa visão de mundo conseguirá segurar o Pêndulo Social, e consequentemente, os eleitores de seu lado.
Seja quem for – Lula, Haddad, Ciro, Marina e ademais – têm chances muito reduzidas de vencer as eleições.

Jair Bolsonaro, com discurso conservador e estatista, aceitou a orientação do economista competente e liberal, Paulo Guedes. Se o pré-candidato produzir uma nova “Carta aos Brasileiros” com os dogmas de Guedes aumentará mais suas chances de estar no 2º turno. Sua bandeira, a segurança pública, é a mais coerente com as necessidades da população e ninguém conseguirá tomá-la à força.

Para chegar ao 2º turno caberá aos candidatos mais ao centro – Álvaro Dias e Geraldo Alckmin - terem projetos capazes para frear o Pêndulo Social em seu meridiano.

Deverão provar à população que desejam a redução do tamanho do Estado, o fim dos privilégios do funcionalismo público, além de capturar, com inteligência, total ou parcialmente, o tema segurança pública de Bolsonaro.

Certamente, essas minhas opiniões não se basearam nos resultados rasos expostos em pesquisas publicadas, mas na minha insistência em realizar estudos mais densos, afinal é para isso que Gallup criou pesquisas, para indicar tendências e não resultados finais.

Difamam a estatística – ciência primária das pesquisas de opinião – denunciando que os números, ao serem torturados, falam o que o especialista deseja. Puro engano!

Os números, ao serem lidos por quem estudou (e muito!), revelam dados que mudam o mundo e, porque não, uma eleição.